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Acadêmico de Comércio Exterior da UCDB abre empresa de NFT e ganha destaque na revista Forbes Brasil

30 de Agosto de 2021 07:08

Você já ouviu falar da sigla inglesa NFT (non-fungible token – ou token não-fungível)? Simplificando o significado, NFT  é um código de computador que serve como autenticação de um arquivo com a garantia de que ele é único no mundo. Dê olho nesse mercado de tecnologia é que o acadêmico João Victor Vasques Vieira, do 4º semestre do curso a distância de Comércio Exterior da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), após muita pesquisa de mercado, se inspirou nas aulas do curso e decidiu abrir em março deste ano a empresa ‘Brazilian’s NFTs’, uma galeria de arte do Brasil focada na tecnologia dos tokens não fungíveis. E ao lançar a primeira coleção denominada ‘Pantanal’, elaborada pela artista plástica Isabê, já ganhou destaque na revista Forbes Brasil, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo, presente no país desde 2012.

As NFTs permitem que quando o cliente compra uma obra exclusiva, ele seja o único detentor, já que um certificado em cartório impossibilita a fraude.“A empresa surgiu por eu trabalhar com criptomoedas, como o bitcoins. Vi o mercado NFT muito forte no exterior, pois existem agentes que já venderam obras de arte no valor de US$ 69 milhões e na música algo por US$ 2 milhões, US$ 11 milhões. No momento em que vi o Brasil fora disso, sendo um dos principais países com produções culturais do mundo, pensei, vou fazer essa transformação. Na era da cópia, na qual podemos replicar arquivos de MP3 ou fotografias para todos os lugares, ter um certificado de exclusividade, por isso cada obra vale muito”, explica o acadêmico.

Ele reforça que a empresa tem características especiais para atender ao público brasileiro, como o uso de pix, cartão de crédito, sem a necessidade de criptomoedas. Na busca de um de seus grandes sonhos, ser um diplomata, encontrou no curso de Comércio Exterior da UCDB, em meio a importantes disciplinas, o foco em empreendedorismo e contabilidade geral. “Foi graças ao curso de Comércio Exterior que tive o ímpeto de gerar uma empresa. Me marcou muito por saber reconhecer um desejo de compra do consumidor, em ter uma ideia brilhante. Quando me matriculei no curso, pensava em ser diplomata, mas quando vi que poderia abrir meu próprio empreendimento e realizar reuniões internacionais, representar a cultura brasileira para o exterior, isso me dá muito orgulho”, comemora.

Para o coordenador do curso de Comércio Exterior da UCDB, professor Leandro Tortosa, essa visibilidade é muito importante para o curso e para a própria Universidade, visto que a academia está conseguindo aproximar o aluno do mercado, formando profissionais que se preocupam com o papel no mundo. “O curso inspira os acadêmicos a procurar ideias inovadoras e incentiva iniciativas voltadas para o empreendimento e para o desenvolvimento local. E a reportagem de um meio tão respeitado como a Forbes representa o reconhecimento de um trabalho pedagógico e cidadão, além da capacidade do acadêmico em fazer a diferença”, ressalta o professor.

A primeira coleção exposta foi feita no auge das queimadas do Pantanal. Com notícias terríveis de mortes de animais, perda do bioma e de brigadistas. “A sensação real de que Campo Grande estava coberta por cinzas. A artista plástica Isabê visualizou toda essa dor e transportou para as telas, denominando-as de ‘Te cheiro’, ‘Te sinto’ e ‘Te vejo’, mostrando todos os nossos sentidos fragilizados com aquela situação das queimadas”, completa o empreendedor. Com a venda das telas, eles pretendem doar 20% do valor arrecadado para a Organização Não-Governamental SOS Pantanal, no intuito de contribuir na preservação do meio ambiente e na prevenção de incêndios.

 

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