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Acadêmicos da área de saúde assistem ao documentário sobre obesidade infantil

07 de Abril de 2022 07:27

Acadêmicos do primeiro semestre dos cursos de Farmácia, Enfermagem, Biomedicina, Fisioterapia e Nutrição da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) assistiram ontem (6), no auditório do bloco B, ao documentário ‘Muito além do peso’, produzido em 2012 pela Maria Farinha Filmes e que mostra um amplo debate sobre a qualidade da alimentação das crianças do Brasil e do mundo. A atividade faz parte da disciplina Determinantes sociais e epidemiológicos I, que integram os cursos de saúde da Católica. 

“O documentário mostra como a obesidade infantil está presente no Brasil e no mundo em diferentes realidades, socioeconômico, cultural e geográfica.  Ele traz exemplos de crianças obesas que são filhos de pessoas que moram na favela e de executivos. Mostra o que está por trás do consumo e a gente não consegue ver a primeira vista, como questões da indústria alimentícia, de como a tecnologia está presente como principal entretenimento infantil e isso leva ao sedentarismo”, explica a professora Fabiana Rabacow, que ministra a disciplina, juntamente com a professora Karla Toledo.

Outro ponto que o documentário aborda é como os alimentos ultraprocessados e industrializados chegam com facilidade até em regiões ribeirinhas no Amazonas e Pantanal, ao contrário de alimentos saudáveis. “A obesidade infantil está associada às principais causas de mortes atuais, ou seja, 75% das mortes no Brasil são por doenças crônicas não transmissíveis, como doença cardiovascular, câncer, diabetes tipo 2 e doenças respiratórias, na qual a obesidade é um fator de risco para todas essas doenças e começa principalmente na infância”, completa a docente.

Para a professora Karla Toledo, o tema é de grande importância, pois os estudantes precisam compreender como as pessoas adoecem. “Antes do acadêmico aprender a tratar uma doença na profissão escolhida, ele precisa entender como as pessoas adoecem. Nossa preocupação não é tratar de uma apenas doença, mas mostrar que nenhuma doença ocorre sozinha, sempre vem em cadeia de fatores”, pontua.

Ela completa ainda que o sedentarismo e o excesso de alimentos não saudáveis colaboram para as pessoas adoecerem. “Hoje em dia a criança fica em média quatro horas na escola, cinco horas nas telas do computador ou televisão. Então, o problema não é só o alimento que não é adequado, é a quantidade que se come diariamente e a falta de exercícios”, finaliza.

O filme é fruto de uma longa trajetória da Maria Farinha e do Instituto Alana na sensibilização e mobilização da sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância.

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