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Como administrar finanças e a economia no Brasil foram assuntos trazidos de forma descontraída pelo Dose de Ciência

28 de Março de 2019 07:00

Em um palco, no Hook Beers Bar, em Campo Grande, dois docentes da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) conversaram com a comunidade acadêmica e também com o público externo na noite desta quarta-feira (27), durante a 5ª edição do Dose de Ciência. “Como organizar as finanças em tempos de crise” foi o tema abordado por Michel Ângelo Constantino de Oliveira, doutor em economia, e Leandro Tortosa Sequeira, mestre em Educação e especialista nas áreas de gestão empresarial, administração financeira e mercado de capitais.

Apesar do assunto parecer um tanto quanto sério para ser tratado em um bar, os professores mostraram que é possível um bate-papo descontraído sobre a situação econômica do Brasil e a vida financeira das pessoas, afinal é uma realidade enfrentada pela maioria da população. “O brasileiro sente no bolso o movimento da economia. Passamos por momentos difíceis e agora há vários indicadores que demonstram melhoria, contudo ainda é um momento de incertezas”, pontuou Michel.

Segundo o doutor, essa dinâmica positiva tem se refletido em coisas boas para os consumidores: “Aumentou a geração de emprego, assim como o poder de compra e houve uma queda dos preços — algo que pode ser visto claramente na gasolina, por exemplo, durante a greve dos caminhoneiros o litro chegou a custar R$ 4,49 e agora, em alguns postos, está R$ 3,59. O valor é menor até do que o preço que se cobrava antes da paralisação”.

Mais do que expor o contexto atual, os dois professores também deram dicas importantes para que as pessoas saibam como se planejar e as melhores formas de investir. "Do dinheiro que você ganha 30%, no mínimo, tem que ser guardado e investido, pois você nunca sabe quando vai acontecer um imprevisto", alertou Michel.

Além disso, foi falado a respeito de alguns comportamentos que podem ser sabotadores. “É preciso mudar atitudes para se ter uma vida financeira saudável, o brasileiro em si, é muito imediatista, quando quer um produto não avalia se aquele é o melhor momento para adquiri-lo e se ele é tão necessário assim, vai lá, e simplesmente compra. Temos que adotar o consumo responsável, ou seja, melhorar a nossa relação entre consumir agora ou depois”, esclareceu Tortosa.

Ainda durante o encontro, várias frases ditas com frequência pelas pessoas como “dinheiro não traz felicidade” ou “trabalho tanto, mereço gastar mais” foram desmistificadas. Para o administrador esses conceitos devem ser encarados de uma forma diferente, principalmente, quando o que está em pauta é o pensamento de recompensa. “A pessoa acha que a compensação só vem pelo o que ela pode comprar, acaba não se planejando e também esquece as vantagens de aproveitar momentos que são de graça. Ir ao parque com os filhos, por exemplo, pode ser muito mais interessante do que levá-los para escolherem novos brinquedos”, esclareceu Leandro.

No final, os professores da Católica apresentaram alguns estudos de caso e abriram para que os participantes fizessem perguntas. Além do público em geral, estiveram presentes acadêmicos da Católica como Déborah Oliveira Ramos, de 21 anos, Ana Karoliny Fernandes, de 22, e Igor de Souza Amorim, de 19.

 

O trio faz Medicina Veterinária e se interessou pelo evento ao ver o anúncio nas redes sociais. Segundo Ana, as informações trazidas pelos especialistas foram muito úteis. "São coisas que a gente não vê no dia a dia, ainda mais, na área do conhecimento que a gente atua e ter esse tipo de informação faz toda a diferença para a nossa vida. No futuro, como médica veterinária, além de ter que cuidar do meu próprio dinheiro, também posso administrar uma fazenda, por exemplo, e esse conteúdo vai ajudar", comentou a acadêmica.

Sobre o Dose de Ciência

Com a proposta de levar ao público em geral a discussão de temas científicos relevantes para a sociedade de forma divertida e em ambientes descontraídos, o Dose de Ciência foi criado em junho de 2018. Já foram realizadas quadro edições do projeto que abordaram assuntos de várias áreas do conhecimento como: “Cérebros artificiais também enlouquecem!”; “Por que compro aquilo que não preciso com o dinheiro que não tenho?”; “A reviravolta das vacinas” e “Saúde mental de estudantes universitários”.

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