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Educar é mais amplo que ensinar, destaca doutor em educação

13 de Outubro de 2020 07:30

O mundo foi surpreendido neste ano com o novo coronavírus e várias foram as adaptações em todos os setores. Os profissionais da educação, por exemplo, tiveram que se adequar à nova realidade: o ensino remoto. Mas a educação vai além de uma simples aula virtual.

“Um dos maiores aprendizados é que educar é mais amplo que ensinar. Você pode ter um ensino remoto de qualidade, mas a educação, sobretudo, quando estamos falando de educação básica é um fenômeno social, destaca o professor doutor em educação José Licínio Backes, coordenador do Programa de Pós-graduação em mestrado e doutorado em Educação da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). 

Ele explica que nos anos iniciais de aprendizagem os alunos precisam mais que uma aula remota. “Eles necessitam de contato, pois precisamos aprender a viver juntos em sociedade, respeitando nossas diferenças, sem homofobia, sexismo e racismo. Isso, e tantas outras dimensões humanas, desenvolvemos na convivência diária. O ensino a distância é importante e pode dar conta de profissionalizar com qualidade, sobretudo, para quem teve uma boa educação básica presencial”, ressalta o professor.

O processo educativo é muito mais complexo do que aquilo que as ferramentas tecnológicas possibilitam. “Os docentes tiveram que se reinventar, mas a rigor os docentes já vinham incorporando as tecnologias em seu trabalho. O que houve foi um aumento do uso em função da pandemia. Isso, obviamente, fez o docente procurar otimizar o seu uso, procurando minimizar a ausência da imprescindível presença física, sobretudo, na educação básica”, observa.

Ele acrescenta ainda que é preciso um ensino ainda mais ‘presente’, mesmo que remotamente. “Parece que para muitos, a vida perdeu o seu valor. Felizmente o campo da educação está preocupado com isso, e nesse sentido, o ensino remoto, nesse momento, significa também a defesa da vida”.

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