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Equipe do Biotério da UCDB resgata serpente de residência no bairro Nova Campo Grande

13 de Julho de 2020 09:00

Acionada por um morador do bairro Nova Campo Grande, na capital sul-mato-grossense, a equipe do Biotério da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) resgatou uma serpente de uma residência, localizada na Rua 70.  O animal é um espécime filhote de urutu-cruzeiro (Bothrops alternatus) — serpente peçonhenta que integra a grupo das jararacas.  

“O morador ligou para a gente, disse que tinha colocado um recipiente plástico transparente em cima do animal e enviou fotos via Whatsapp. Pela foto, identifiquei de qual espécie se tratava e o biólogo Luiz Humberto Riquelme foi até o local fazer o resgate”, relatou a professora Dra. Paula Helena Santa Rita, médica veterinária e bióloga que coordena o Biotério.

O fato aconteceu na noite do dia 30 de junho. O animal estava bem e não precisou receber atendimento veterinário. “A serpente foi examinada, realizamos a avaliação clínica, pesamos e identificamos o sexo, para que ela pudesse receber um micro chip de identificação. Agora, vai permanecer no nosso plantel”, explicou Paula Helena. 

Caso você se depare com uma serpente dentro de casa, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193 ou entrar em contato com o Batalhão da Polícia Militar Ambiental por meio do (67) 3357-1501.

Sobre o Biotério

Com o foco no desenvolvimento de estudos voltados para a área de biologia e sanidade animal, o Biotério existe desde 2003 e, atualmente, também funciona como um polo de distribuição de ferramentas para pesquisa. No espaço, há um amplo plantel de animais silvestres composto por cerca de mil roedores, 10 jacarés, entre adultos e filhotes, cinco jabutis, oito cágados, e aproximadamente 400 serpentes — há espécies peçonhentas e não peçonhentas, a maioria da fauna de Mato Grosso do Sul, oriundas de doações e resgates feitos pela própria população e também por órgãos especializados como Polícia Militar Ambiental (PMA) e o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras).

O centro de pesquisa atende acadêmicos da graduação, mestrandos e doutorandos da Católica e de outras Instituições do país. Dentre as linhas de trabalho, uma das principais, é na área de bioprospecção. No local, é feita a produção de veneno das serpentes e, em laboratório, pesquisadores buscam identificar se nessas toxinas há moléculas com potencial para a criação de novos medicamentos. Além disso, o espaço também tem um papel fundamental na conservação de espécies nativas de Mato Grosso do Sul, principalmente, quando o assunto são as serpentes. 

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