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Museu das Culturas Dom Bosco completa 70 anos e ganha selo comemorativo dos Correios

28 de Outubro de 2021 09:58

O Museu das Culturas Dom Bosco, inaugurado oficialmente em 27 de outubro de 1951 - antes chamado de Museu Dom Bosco, ganhou neste aniversário de 70 anos um selo comemorativo especial desenvolvido em parceria com os Correios. A cerimônia de obliteração foi realizada nesta tarde (27), na presença do vice-inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso, Padre Elias Roberto, o Reitor da UCDB, Pe. José Marinoni e o superintendente estadual interino dos Correios em MS, Flávio Luiz Dias Leal, além de pró-reitores, convidados e diversas autoridades. O evento ocorreu no Museu, localizado no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.

“Um senhor museu de 70 anos não é pouca coisa não. Vocês sabem qual foi a primeira peça que constitui o acervo etnográfico do Museu das Cultura Dom Bosco? Na cidade de Goiânia (GO), que o então clérigo João Falco conseguiu uma flecha e um arco Bororo e entregou para o Pe. Félix Zavattaro. Esse fato que estou narrando aconteceu em 1948”, destacou em seu pronunciamento o Reitor da UCDB, Pe. José Marinoni.

Para o vice-inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso, Padre Elias Roberto, neste ato representando o inspetor da MSMT e chanceler da UCDB, Pe. Ricardo Carlos, “o selo expressa o momento da história e naturalmente quem leva a história consigo somos nós”.

Produzido em parceria com os Correios, no intuito de celebrar e registrar sete décadas de história do Museu, o selo também será comercializado nas agências postais. Essa parceria teve como objetivo. “Uma instituição tão relevante, que faz parte da história de Campo Grande, afinal várias gerações cresceram tendo o museu como referência, conhecido por toda a população como o Museu do Índio. Importância que ultrapassou os limites do Estado, pois o Museu é referência Nacional e internacional. Fazendo um paralelo com os Correios, o Museu consegue aliar tradição com a equilibrada modernização, inovando a cada dia”, disse o superintendente estadual interino dos Correios em MS, Flávio Luiz Dias Leal, 

O reitor aproveitou ainda para homenagear aqueles que atuaram para garantir o acervo que temos hoje no Museu. “Quero prestar a minha homenagem ao Pe. Cesar Albisetti e ao Bororo Tiago Marques, ao Pe. Ângelo  Jaime Venturelli, que foi aquele que conseguiu passar dos manuscritos do Pe. Cesar para a realidade aquilo que é hoje a enciclopédia Bororo. Com a morte do Pe. Ângelo, que em seus últimos anos de vida trabalhava na UCDB ao lado do escritório do reitor, o Pe. Gonçalo Uchôa, profundo conhecedor da língua e da etnia Bororo, conseguiu completar o quarto volume, e um volume onde ainda narra os cantos e as lendas Bororo. Isso é história, isso é algo que tem um valor inestimável. O Pe. Félix Zavataro foi o grande idealizador, o Pe. Ângelo foi o grande realizador e o Pe. João Falco foi o grande incentivador que deu ao Museu o rosto tipicamente próprio do Pe. Falco”, destacou o Reitor relembrando ainda outros nomes que fizeram parte da história do Museu. 

Como parte das comemorações dos 70 anos do Museu, no final de setembro, uma exposição itinerante do Museu foi instalada no Pátio Central Shopping, em Campo Grande, aproximando ainda mais as pessoas, que vivenciaram o isolamento social em consequência da pandemia do novo coronavírus por mais de um ano e meio. Em breve, ainda como parte das comemorações dos 70 anos, serão realizadas intervenções no Centro da cidade de fotos de visitantes do Museu. Em todo esse tempo de história, mais de 500 mil visitantes já passaram pelo Museu e se encantaram pelo rico acervo de etnologia e ciências naturais — entomologia (insetos), malacologia (conchas) e zoologia (peixes, anfíbios, répteis, aves, mamíferos) e, ainda, coleções de fósseis e de minerais. Entre os visitantes ilustres do Museu está o Papa João Paulo II, em 1991, no aniversário de 40 anos do local.

 

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