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Neppi UCDB lança cartilha sobre histórias de anciãos e anciãs indígena

19 de Abril de 2021 13:01

O Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas da Universidade Católica Dom Bosco (Neppi/UCDB), lançou na sexta-feira (16), por vídeo videoconferência, a cartilha ‘Jari ha ñamoi kuéra Mombe’upy’, trazendo um pouco da história de crianças e jovens Kaiowá e Guarani por meio de escritos e desenhos, antecedendo as comemorações do Dia do Índio.

“O evento foi muito fundamental para a divulgação de um material muito importante para os povos indígenas. Foi emocionante, ver presente lideranças indígenas prestigiando o evento e pesquisadores de todo o Brasil presente, em um evento de nossa universidade, reforçando o protagonismo da UCDB nesta área e o compromisso do carisma salesiano de estar sempre ao lado dos povos indígenas”, destacou o pesquisador do Neppi, professor José Francisco Sarmento.

Com a iniciativa do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e apoio do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (NeppiI), pode-se realizar este trabalho que foi a construção de uma cartilha que reúne histórias contadas por anciãos e lideranças indígenas em situação de acampamentos em áreas de retomadas. O projeto conta com ilustrações e alguns depoimentos de crianças de quatro acampamentos: Kurusu Amba, Pyelito, Guaiviry e Ypo´i.

O projeto surgiu a partir de um trabalho de campo da Ir. Joana Ortiz do CIMI. Que durante anos colheu depoimentos de histórias dos anciões e anciãos, e desenhos das crianças e jovens das áreas de retomada. A cartilha é fruto da participação de vários pesquisadores indígenas e não indígenas, que se voluntariaram para que ela tomasse vida. Ao Neppi, coube a produção da cartilha, desde a seleção e digitalização e tratamento das imagens, organização dos temas e projeto gráfico editorial.“O evento foi a realização de um sonho, sou muito grata ao NEPPI pela parceria”, ressaltou Ir. Joana Aparecida Ortiz.

O professor Sarmento recorda que o Dia do Índio surgiu em 1940, em um evento indigena no México, mas o Brasil só adotou a data três anos depois (1943). 

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