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Peça As Troianas marca comemoração dos 35 anos do grupo teatral da UCDB

22 de Outubro de 2018 13:00

 

A consequência das guerras na visão das mulheres é o que retratou a peça “As troianas”, interpretada pelo grupo teatral da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Senta que o Leão é Manso, na noite de sexta-feira (19). No palco do Teatro Dom Bosco, a história escrita pelo poeta grego Eurípedes ganhou nova forma a partir da adaptação de Jean Paul Sartre e direção do coordenador da Área de Cultura e Arte da Católica, Roberto Figueiredo.

Com uma trama que retrata a escravização das prisioneiras troianas, após a queda da cidade grega, a peça propôs o resgate de uma questão atual. “Mostramos o sofrimento das mulheres daquela época e percebemos que, mesmo em um contexto diferente, as mulheres de hoje ainda mantém algumas características e são subjugadas. Nossa ideia foi passar isso para o público, incentivar a valorização e o empoderamento feminino”, esclareceu a atriz Alyne Louise Borsato, de 21 anos. A acadêmica de Direito interpretou as personagens Cassandra e Helena de Tróia.

Mais do que a encenar a peça, o Senta que o Leão é Manso comemorou, na data, os 35 anos de história em Mato Grosso do Sul desde que apresentou-se pela primeira vez ao público. Segundo o diretor, a obra foi escolhida à dedo para celebrar o momento. “O espetáculo foi apresentado pela primeira vez em 1994 e depois em 2002, decidimos fazer a releitura agora novamente devido a peça ter sido representada nesses dois momentos muito importantes para o grupo. Em um deles, por exemplo, nossa apresentação conquistou todos os prêmios de um festival”, comentou Roberto.

Com espaço gratuito para o público, a peça reuniu na plateia atores, egressos da UCDB, que ajudaram a construir a trajetória e o repertório do grupo teatral considerado o mais antigo do Estado. Entre os mais de 600 acadêmicos que já passaram pela trupe, está Lázara Lopes da Costa, formada em Letras pela Católica em 1995. Ela fez questão de prestigiar a apresentação, não só pelo carinho que possui pelo Senta, mas também por ter participado da primeira vez que a peça “As Troianas” foi encenada pelo grupo.

“Em 1994 eu interpretei a Hécuba, rainha de Tróia. Foi uma experiência muito legal e desde que me formei pela UCDB nunca me afastei do Senta que o Leão é Manso. Sempre me fiz presente nas comemorações, pois o teatro foi transformador em minha vida. É uma forma de você se libertar de muitas coisas. Pra mim é uma alegria muito grande estar aqui hoje”, comentou Lázara.

Homenagens

Após a apresentação da peça, Roberto, que além de diretor é um dos fundadores do Senta que o Leão é Manso, recebeu flores dos atores em agradecimento à todos os anos de trabalho e dedicação. Além dele, todos àqueles que integraram o grupo e estavam presentes na plateia também foram homenageados pela importância que tiveram na construção da trupe.

 

“Foi um momento muito emocionante pra mim. Fiz Geografia na UCDB entre 1994 e 1997 e nesse período participei do Senta que o Leão é Manso. Tenho um carinho muito especial por todos e pelas boas experiências que eu vivi aqui. Foi nesse grupo, por exemplo, que eu ganhei o meu primeiro prêmio como ator”, comemorou Isac Zampiere.

Na data, o Reitor da UCDB, Pe. Ricardo Carlos, parabenizou o grupo e pontuou a importância da arte como uma ferramenta para promover a educação. “Os 35 anos do grupo representam gerações que passaram por esta experiência de arte teatral e, sem dúvida nenhuma, essa uma das atividades que vêm com a finalidade educativa. Hoje a gente celebra essa história e esse trabalho que já é consagrado em Campo Grande e no nosso Estado”, pontuou o Reitor.

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