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Pesquisa desenvolvida na UCDB traz análise inédita sobre o Projovem Urbano em âmbito estadual

26 de Fevereiro de 2019 07:00

Pela primeira vez, um estudo referente ao Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem Urbano) foi desenvolvido com o foco em Mato Grosso do Sul. Feita pelo doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Carlos Magno Mieres Amarilha, a análise sobre a execução da iniciativa do governo federal em duas escolas da Rede Estadual de Ensino, localizadas em Campo Grande e Dourados, pretendeu verificar a materialização do programa no período de 2012 a 2016.

“Esse recorte temporal foi adotado, porque o Projovem Urbano passou a ser coordenado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (Mec). Nesse período, a Secretaria de Estado de Educação em Mato Grosso do Sul (Sed-MS) implantou o programa em 33 municípios para atender os jovens de 18 a 29 anos que, apesar de alfabetizados, não concluíram o ensino fundamental. A iniciativa veio para reinserí-los na escola e, consequentemente, no mercado de trabalho”, pontuou Carlos.

De acordo com o doutorando, as categorias de análises definidas foram a inclusão e a participação dos jovens em situação de vulnerabilidade social nas escolas a partir dos valores de solidariedade, empreendedorismo e cooperação, além da participação cidadã. Junto com a bibliografia e documentações da Sed-MS, a pesquisa também foi embasada em entrevistas feitas com os coordenadores dos colégios e com os professores.

Os resultados apontaram, segundo Carlos, que o programa atendeu o público ao qual é destinado e utilizou-se de estratégias pedagógicas para mantê-lo na escola. “A partir dos depoimentos, ficou claro o esforço coletivo e o comprometimento da equipe pedagógica para que os objetivos do Projovem fossem alcançados. Em cada escola eram desenvolvidos projetos, ações sociais e dinâmicas de grupo, além de visitas aos alunos faltosos onde moram”, esclareceu o pesquisador.

Mais um ponto positivo observado foi a contratação, a partir de 2012, de novos profissionais para atuarem junto ao programa nas escolas como técnico administrativo, tradutor e intérprete de libras e um educador para o acolhimento dos filhos dos jovens atendidos. “Esses foram fatores que contribuíram para a permanência dos jovens, evitando a evasão escolar”, concluiu o doutorando.

Defesa de tese

A tese desenvolvida por Carlos foi apresentada à banca na tarde desta segunda-feira (25), na sala de defesa do bloco D, no campus Tamandaré. Participaram da avaliação da pesquisa, a orientadora do trabalho, Dra. Regina Tereza Cestari de Oliveira; as professoras da UCDB Dra. Celeida Maria Costa de Souza e Dra. Nádia Bigarella; a docente da Universidade de São Paulo Dra. Teise de Oliveira Guaranha Garcia e o professor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Dr. Fábio Perbone.

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