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Projeto da UCDB sobre caramujos inspira acadêmica em Coxim

02 de Maio de 2019 09:00

Na última semana, o grupo de pesquisa Malacologia da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), composto por acadêmicos de Biomedicina e Ciências Biológicas que integram a iniciação científica, recebeu, no campus Tamandaré, a acadêmica de biologia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), Aline de Lima Queiroz, de 22 anos, para um trabalho integrado.

Como os pesquisadores da Católica estudam o caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) e fazem um mapeamento de Campo Grande com o intuito de identificar a incidência da espécie e se os exemplares estão contaminados com parasitas que podem acometer os seres humanos, a aluna da Uems conheceu o trabalho realizado aqui e ficou interessada em desenvolver algo semelhante em Coxim.

“Eu sempre quis pesquisar doenças relacionadas aos animais e aí me sugeriram o caramujo, mas em Coxim não havia um estudo relacionado a isso. Eu fiquei sabendo que os acadêmicos estudavam o mesmo tema aqui na UCDB, pois a minha orientadora, Dra. Cristiane Zorzatto, viu o vídeo do UCDB Play nas redes sociais e me mostrou. Logo entramos em contato para pedir o apoio do grupo de pesquisa e desenvolver o meu trabalho em conjunto com eles”, comentou Aline.

A pesquisa faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Aline que é desenvolvido sob a coorientação da professora da UCDB Dra. Daniele Decanine, coordenadora do grupo. Com a proposta de fazer o mapeamento do município, a acadêmica coletou 10 caramujos de três bairros diferentes — Alto São Pedro, Vila Mariana e na região da Praça Flutuante que fica às margens do rio Taquari. Os espécimes foram trazidos para serem analisados nos laboratórios da Católica.

“Na minha Universidade não tem os equipamentos necessários, por isso vim para a UCDB. Gostei bastante da estrutura”, pontuou a acadêmica. Segundo Daniele, essa integração com outros pesquisadores é muito válida. “É ótimo não só para a pesquisa, mas também para que a gente consiga levantar dados do interior. Fica difícil para nós mapearmos todo o Estado e esse apoio é muito bom”, pontuou a docente.

 

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