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Protótipo desenvolvido por mestrando da UCDB auxilia na detecção de doença em recém-nascidos

08 de Fevereiro de 2019 07:00

Cerca de 50% dos recém-nascidos e 80% dos bebês prematuros apresentam algum quadro de icterícia — doença caracterizada pelo acúmulo de pigmento biliar (bilirrubina) no sangue causadora de cor amarelada na pele que, em casos graves, pode deixar sequelas e até matar. O diagnóstico, atualmente, é feito via exames clínico e de sangue. A alta incidência levou o mestrando em Biotecnologia da Universidade Católica Dom Bosco (UCBD), Gustavo da Silva Andrade, a desenvolver o protótipo de um equipamento portátil que irá auxiliar a equipe médica no diagnóstico da enfermidade.

Gustavo é engenheiro de computação e desenvolveu a pesquisa na UCDB e na Universidade de Akron, em Ohio (Estados Unidos). Nesta quinta-feira (7), realizou a defesa da sua dissertação, intitulada “Dispositivo para Identificação de Icterícia Neonatal”. O trabalho foi orientado pelo professor Dr. Marco Hiroshi Naka e coorientado por Dr. Mauro Conti Pereira. A banca foi composta pelos professores Dra. Alinne Pereira de Castro (UCDB), Dr. Durval Batista Palhares (UFMS), Dr. Matheus Piazzalunga Neivock (IFMS) e Dr. Angelo Cesar de Lourenço (IFMS).

“Durante a pesquisa fui desenvolvendo o equipamento; foram dois protótipos até chegar em um feito por impressora 3D que tem um design mais fácil para manusear. Nele, foi instalado um sensor que, ao se aproximar da pele do bebê, faz a leitura daquele pedaço de pele. A indicação é que sejam analisados cinco pontos: na cabeça, no peito, no abdômen, na perna e nos braços. Se houver uma variação dessa coloração, os médicos devem ficar mais atentos”, explicou. Isso porque, detalhou, a icterícia ataca primeiro a cabeça e depois vai descendo pelo corpo. Ao chegar aos membros inferiores, o quadro já é considerado grave.

Em parceria com o Hospital Universitário (HU), Gustavo fez os primeiros testes com o aparelho. No mercado internacional, o mesmo tipo de aparelho chega a custar US$ 38 mil. “O meu tem um custo total de US$ 60. A intenção é que todos os hospitais e até pessoas que fazem partos domiciliares tenham um deles para ajudar no diagnóstico rapidamente”.

Os próximos passos da pesquisa são realizar mais testes e melhorar o protótipo. “Mas já temos resultados bem bons: é prático e fácil de usar, evita a alta médica por falso negativo e o custo de produção é barato”, enumerou.

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