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Relação entre neurociência e corrupção é abordada em palestra promovida pelo NACNeuro

15 de Março de 2019 11:00

Na tarde de quarta-feira (13), o Núcleo de Análise do Comportamento e Neurociência (NACNeuro) da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) promoveu a palestra “Neurociência e corrupção: A desonestidade das pessoas honestas”, ministrada pelo pesquisador Rui Mateus Joaquim — especialista em neurociência e psicologia aplicada e doutor em ciências com ênfase em neuropsicologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Como a proposta do grupo de pesquisa é estudar conhecimentos nas áreas de análise do comportamento e neurociência que consistem em relações entre o cérebro e a conduta do ser humano, o assunto abordado pelo palestrante veio de encontro a esse intuito. Segundo Rui, é preciso agir de maneira planejada e coordenada, algo que a psicologia define como “função executiva” que é considerada o hábito de mentir para as pessoas.

Além disso, o pesquisador expôs a questão da neuropsicologia de desonestidade e esclareceu que o comportamento desonesto ocorre quando se têm a importância da recompensa, a probabilidade de ser pego, a baixa importância de punição e o autoconceito. “Atos desonestos nos obrigam a atualizar nosso auto-conceito e existem padrões de pensamentos que utilizamos para ‘trapacear’. Todos nós temos níveis de honestidades diferentes, que vem desde psicopatas e variações simples de mentir para alguém. O cérebro se adapta a sua honestidade”, relatou Rui.

Participaram da palestra acadêmicos de várias áreas do conhecimento, além de alunos dos Programas de Pós-Graduação da Católica. De acordo com Dr. André Barciela Veras, um dos coordenadores do NACNeuro, o evento veio como uma maneira de proporcionar a troca de conhecimentos entre os discentes e pesquisadores a respeito de assuntos relevantes na área da saúde. “Abrangemos, principalmente, os temas de interesse social, a gente apresenta aspectos sobre a ciência. Sendo assim, estudando sobre o pensamento científico para o entendimento dos problemas da sociedade e buscas por soluções”, concluiu André.

Para acadêmica do 3° semestre do curso de Psicologia Izabella Decknes Corrêa, de 21 anos, a palestra foi produtiva para agregação de conhecimentos. “Acredito que debates assim, nos motivam a querer aprofundar mais nos assuntos propostos e, de um modo geral, são bem interessantes e importantes para nossa futura profissão”, comentou Izabella.

Texto sob supervisão de Natalie Malulei.

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